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SABE GUARDAR SEGREDOS?

O psicólogo VASCO SOARES elaborou um teste para avaliar a sua capacidade de manter sigilo. Some os pontos e veja se é bom confidente para familiares, amigos e colegas de trabalho.

Publicado na Revista Sábado nº 132
 
 

 

 
 Teste “Sabe Guardar Segredos?”

1. Existem rumores de que o seu chefe tem um affair com a loura do Departamento de Recursos Humanos. Numa livraria encontra-la com o livro “Posições Sexuais para manter os Homens sob o seu feitiço”. Você:
2) Não consegue resistir e vai contar ao colega que lhe tinha contado do suposto romance.
3) Imagina a cara de toda a gente lá no trabalho quando largar esta “bomba” na próxima segunda-feira.
1) Não diz nada a ninguém. Com os colegas gosta de falar de trabalho e não de “alimentar” mexericos.

2. A sua melhor amiga vai saber do perfume fantástico que lhe vai oferecer no Natal:
3) Nas primeiras horas depois de o ter comprado. Não pode esperar para ver a sua cara de alegria.
2) No dia do jantar de natal da empresa, porque sabe que ela vai gostar de o usar nesse momento.
1) No dia em que ela decidir abri-lo.

3. Quando não lhe pedem segredo de algo “quente” que lhe contaram...
1) Não sente grande necessidade de contar, seja a quem for.
3) Vai a correr contar a toda a gente. Mesmo aqueles com quem não se relaciona muito.
2) Fala com pessoas mais chegadas apenas se surgir o assunto.

4. Um colega de trabalho mais “furão” fica sempre com os “louros” do trabalho dos restantes colegas. Já está farto de tanta injustiça e acabou de saber de um segredo sobre ele, o que faz?
3) Conta. Ele merece ser posto em ordem.
2) Conta às pessoas que tem sido mais prejudicadas com o comportamento dele.
1) Não conta. São coisas da vida pessoal e não devem ser misturadas com trabalho.

5. Qual é o seu parâmetro para dizer a si própria “este segredo não é para contar”?
3) Quando lhe pedem insistentemente para não contar.
2) Quando o que lhe contam é muito grave ou negativo.
1) Nem é preciso que lhe peçam segredo.

6. Quando lhe dizem: “Sabes da Ultima? Mas isto fica só entre nós”. Você pensa:
1) Fica mesmo. Nunca iria contar.
3) Uau! Já tenho assunto para brilhar lá no escritório.
2) Só vou contar lá em casa.

7. Um amigo seu que trabalha numa Produtora confidencia-lhe que a actriz X é viciada em cocaína, Você:
2) Conta o que ouviu quando no seu círculo de amigos surge o assunto, acrescentando que não sabe exactamente a verdade.
3) Conta a história sempre que se fala da tal actriz, mostrando que é uma pessoa com contactos relevantes.
1) Fica de boca fechada. Não tem vocação para Jornal de Fofocas.

8. O que é mais verdade?
1) Nunca devemos contar segredos porque podemos prejudicar as pessoas envolvidas.
3) Devemos apenas contar aqueles segredos que sabemos que as pessoas querem ouvir.
2) Devemos contar apenas os segredos que não envolvam questões muito íntimas e pessoais.

9. Dois colegas de trabalho falam de um outro, dizendo que tem mau hálito e dizem umas piaditas. De facto é verdade. Já tinha reparado no dito hálito. O que faz?
3) Entra na conversa e também manda as suas piaditas. Sempre ajuda a aliviar a tensão do trabalho.
2) Concorda porque é verdade e sugere que alguém lho diga pessoalmente.
1) Não nega. Mas recusa-se a fazer comentários.

10. Você é aquela pessoa:
2) Que apenas partilha informações privadas com muito poucas pessoas.
1) A quem os outros costumam abrir o “coração” e contar coisas da sua vida pessoal.
3) Que tem reputação de estar tão a par dos acontecimentos que os conhece antes de estes se tornarem públicos.

11. Já lhe aconteceu contarem-lhe um segredo mas porque se distraiu ou esqueceu acabou por contar e só depois reparou nisso?
1) Não! Nunca me esqueço e guardo o segredo.
3) Sim! Já me aconteceu esquecer e acabo por contar.
2) Não! Não me esqueço mas conto na família quando não é nada tão grave.

12. Há uma colega que se gaba da sua nova figura elegante, atribuindo-a a uma dieta e muito exercício. Mas você sabe que é devido a uma lipoaspiração. O que faz?
3) Não vê nada de errado em contar a verdade. O que conta é a melhoria na sua figura.
2) Diz que é a versão oficial para as pessoas com quem não tem intimidade.
1) Não fazia qualquer tipo de comentário.

 

NOTA: A realização deste questionário não dispensa uma avaliação feita pessoalmente por um Psicólogo credenciado, dando-nos apenas indícios, que carecem de uma observação mais detalhada e rigorosa da realidade pessoal do respondente.

 
Resultado:
 
12 a 18 pontos = É uma pessoa muito privada. Não gosta muito que os outros conheçam detalhes da sua vida. E como tal também sente que não deve fazer o mesmo relativamente a eles. Por isso pode ser a pessoa em quem os outros depositam aspectos mais secretos – isto quando não querem que mais ninguém saiba. No entanto, não será vista como aquela amiga que conta tudo o que sabe. Esse seu carácter fechado pode aborrecer algumas pessoas que acham que lhes oculta informação que lhes poderia ser útil para evitar problemas ou até progredir no trabalho.
Isto pode ocorrer porque já foi alvo de uma grande traição ou porque é uma pessoa muito desconfiada. Em qualquer dos casos a ajuda de um psicólogo pode ser-lhe útil. Pois é natural para o ser humano partilhar, com as pessoas certas, os seus problemas e alegrias.
 
19 a 29 pontos = Estabelece relações de amizade com segurança, o que significa que confia nessas pessoas. Assim, sente que também deve partilhar com eles segredos. Mas os seus padrões e lealdade não lhe permitem prejudicar ninguém. Por isso apenas conta as coisas que sente que não vão trair a confiança dos outros. Quando os que lhe são próximos estão em dificuldade e sabe de um segredo que os pode ajudar não terá dificuldade em contá-lo.
As pessoas tendem a gostar mais de confidenciar com pessoas que sabem partilhar mas que também não andam a espalhar os segredos dos outros ao vento.
 
 30 a 36 pontos = Manter algo fervilhante no segredo dos deuses não é tarefa fácil para si. Digamos que um filtro de café teria mais facilidade em reter líquidos. Contar tudo o que lhe chega aos ouvidos é uma forma de manter os outros interessados em si. Ter algo para lhes dar é quase um imperativo para que ache que a ouçam. Na realidade muitas pessoas se aproximarão para obter informações escaldantes. Mas será que isso faz deles bons amigos?
Por outro lado, quando começam a haver “baixas” os outros tenderão a não lhe contar muito e lá se vão as fontes.
Convém parar e tentar perceber o que está por detrás deste comportamento. Talvez seja uma pessoa demasiado espontânea e que precisa sentir-se valorizada pela atenção dos outros. Talvez seja apenas uma pessoa que acha que os “podres” dos outros tem que ser expostos para que vejam quem eles realmente são.
Todavia, esta não é a melhor forma de se conseguir estar de bem com o mundo; traz muitos dissabores. A ajuda de um Psicólogo não seria de desprezar. E poderia ser preciosa na procura de melhores soluções para o seu sentimento de estima.

 
 

 
 
 
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