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A Tristeza do Inverno

 

Por António Sarmento

SÁBADO Nº 77 de 21 Outubro 2005

 
 

 

Em Outubro do ano passado, Daniela Dias sofreu os efeitos psicológicos de um início de mês frio e chuvoso: tornou-se menos dinâmica. O convívio com os amigos e as idas ao cinema foram substituídas por serões em frente ao televisor. Também passou a dormir mais horas e alterou a alimentação. " Preferia pratos com massas, sobretudo italianas, e apetecia-me comer chocolates" , diz a gestora de conteúdos numa empresa de comunicação.
Mas Daniela, de 27 anos, não se deixou abater durante muito tempo pela mudança de clima e os dias mais curtos. Passados quinze dias recomeçou a sair à noite, para se divertir, e voltou a ter uma alimentação equilibrada à base de saladas e peixe. Teve a atitude certa para não cair na melancolia típica dos meses de Outono e Inverno. "Acabei por nunca me afastar muito dos amigos e recuperei a boa forma que trazia dos tempos de praia", conta.
Mas há quem entre num profundo estado depressivo a partir do mês de Outubro.

 

" A depressão de Inverno pode começar nessa altura e só terminar em Maio. É caracterizada por distúrbios de humor, incluindo dificuldades em acordar, fadiga, menos vontade de participar em actividades recreativas, ansiedade e aumento de apetite" explica à SÁBADO Michael Terman, professor de psicologia clínica na Universidade de Colômbia e autor de um estudo recente sobre depressão de Inverno.
O especialista diz que a depressão aumenta consoante a latitude do país. " Portugal situa-se entre os 36,5 e os 41,5º Norte de latitude, área que corresponde também a uma zona dos Estados Unidos, onde a depressão afecta 5% da população." Há países onde esta taxa é muito superior, chegando a ser uma das primeiras causas de suicídio. No topo da estatística está a Finlândia: crê-se que em cada cem mil homens, 40 se suicidam devido ao clima. Nas mulheres a taxa desce para 11.

 

A melhor maneira de ultrapassar o problema é fugir da rotina casa - trabalho e ocupar os tempos livres. " As pessoas devem sair com os amigos e praticar exercício físico" , explica o psicólogo Vasco Soares. Arranjar uma actividade extra também pode ser uma boa solução. Daniela Dias, por exemplo, começou a cantar. Agora é vocalista de uma banda.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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