Quando
comprar passa de uma vontade apetitosa a uma
obsessão incontrolável. Quando
se adquire, para que serve e quanto se gasta
deixa de interessar, pois o importante mesmo
é o acto da compra. talvez seja melhor
parar e analisar se não estará
a tornar-se um comprador compulsivo.
Não pode ser considerada uma doença
mas sim um comportamento de aquisição
compulsiva que visa evitar um mal-estar interno.
O acto da compra é um sintoma de uma
perturbação mais profunda do foro
emocional, tal como uma dor de cabeça
pode ser um sintoma de outra doença.
Este tipo de comportamento surge especialmente
em pessoas mais imaturas e com dificuldades
em tolerar uma frustração. Normalmente
tendem a adquirir produtos de que gostam muito
mas também bens com os quais pouco se
identificam. A compulsão é mais
no acto de compra e não tanto no conteúdo
comprado. A pessoa perde a noção
e deixa de ter possibilidade de avaliar a situação
em que se encontra de uma forma realista. Sempre
que sente necessidade, como forma de compensação
ou para evitar um mal-estar, compra compulsivamente.
O tratamento passa por descobrir e tratar as
razões que originam estes impulsos. |
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Ter comportamentos de aquisição
de bens ou serviços de forma persistente
no tempo;
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Vontade intrusiva, constante e insaciável
de fazer compras, mesmo sem necessidade;
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Gastar somas avultadas de dinheiro em compras;
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A não satisfação do impulso
de comprar gera no indivíduo angústia
significativa;
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A pessoa não tem consciência do
carácter impulsivo e compulsivo das suas
compras;
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Fraca tolerância à frustração.
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Desde
que tem dinheiro próprio que comprar
se tornou uma actividade rotineira e quase quotidiana.
Com a idade acha que está melhor, "actualmente
não compro todos os dias", confessa,
não por não ter vontade mas por
estar mais consciente. "Com esforço consigo
passar uma semana, não mais, sem comprar
coisas para mim." Na realidade, a grande perdição
são objectos pessoais, como sapatos,
malas, roupas e acessórios. "Tenho cerca
de 150 pares de sapatos arrumados dentro de
caixas e saquinhos e mais de 30 malas", admite,
revelando que tem pares de botas que ainda nem
usou e provavelmente não vai usar. "Na
altura comprei mas depois." Muitas vezes, "acontece-me
comprar repetido, porque não me lembro
do que já comprei". É considerada
a melhor compradora da Zara no shopping da zona
onde mora. Mas há uns tempos decidiu
acabar com os cartões visa e cheques
pré-datados: "Se a Zara tivesse cartão
de cliente, onde se pudesse pagar daqui a um,
dois meses, ontem, tinha comprado toda a colecção
Outono/Inverno", revela. Mas admite que há
peças que vai, sem dúvida, comprar:
"Muitas vezes controlo-me na loja, mas como
não me sai da cabeça, chego a
casa ou ao escritório e telefono a mandar
guardar". Nas peças, nem sempre é
a qualidade que interessa: " Prefiro comprar
mais barato e ter uma peça de cada cor
do que ter apenas uma que seja cara."
Sara
não se considera uma compradora obsessivo-compulsiva
mas apenas uma pessoa muito exagerada e não
nega que, para si, comprar é uma forma
de compensação. |