Que
a beleza nos favorece para atingirmos alguns
objectivos em vários campos da vida,
seja no amor ou para conseguir certo emprego,
não é novidade para ninguém.
Agora, um grupo de psicólogos do King's
College, em Londres, efectuou um estudo que
vai, aliás, nesse sentido. Segundo as
conclusões da equipa, quem apresentar
um atraente sorriso, repleto de dentes bonitos
e bem alinhados, está no caminho certo
para ter sucesso na vida. Cem voluntário
analisaram fotografias de vários indivíduos
e as opiniões foram unânimes: quem
apresentava uma dentição em mau
estado valeu-lhe uma classificação
de pouco inteligênte, menos popular e
menos integrado.
Por
detrás do rosto. Para Vasco
Soares, psicoterapeuta e professor de psicologia
no ISLA (Instituto Superior
de Líguas e Administração),
“a beleza é o que marca o outro
num primeiro contacto, quando as pessoas não
se conhecem, numa altura em que ainda há
pouca informação sobre a pessoa”.
Nessas ocasiões “só o aspecto
físico nos liga a essa pessoa, e como
somos atraídos por coisas belas acabamos
por ficar interessados pelas pessoas mais bonitas”,
continua o professor universitário.
A
condição física pode levar
ao êxito mas também pode enganar
acerca do que alguém é, pois por
detrás de um físico bonito pode
esconder-se uma personalidade pouco interessante.
Vasco Soares
Justifica que, “em alguns
casos, há uma experiência de decepção
com alguém depois de se ter feito um
pré-juízo baseado apenas no aspecto
físico. Tal pode levar, no futuro, a
que quando encontramos uma pessoa bonita ficamos
com reservas sobre a sua maneira de ser”.
Ou seja, se a pessoa não tiver realmente
valor o desempenho profissional e social falhará
mais tarde ou mais cedo, pelo que essa chave
pode ser falsa. Agora se as capacidades estiverem
lá então a beleza corporal pode
dar um grande empurrão.
Imagine-se
um empregador na fase de contratar alguém.
“Se for para uma função
em que tem de se dar a cara ou estar em contacto
com os outros a beleza pode assumir importância”,
diz o psicoterapeuta.
Porém, “há também
que ter em conta o profissionalismo, o que supõe
padrões de observação mais
exigentes”. Do ponto de vista social e
pessoal, há que não esquecer que
o bom aspecto físico favorece o indivíduo
ao longa da vida, o que acarreta também
mais confiança, tornando a pessoa “uma
peça mais forte no xadrez do mundo, conseguindo
colocarmo-nos melhor”, avalia
Vasco Soares. Da mesma maneira,
em muitos casos “os feios podem tornar-se
menos confiantes e mais inibidos, tendo maior
dificuldade em construir o sucesso seja em que
campo for”, acrescenta o docente.
Compensação.
De qualquer modo, há outros instrumentos
que podem surgir em favor dos menos providos
de beleza física. “Podem destinguir-se,
revelando capacidades acima da média,
ou então desenvolver uma grande arte
na comunicação. Ou ainda ter boa-disposição,
cativando desta forma os outros”, refere
Vasco Soares ao Saúde.
E exemplifica: “Há homens que,
embora não sendo belos, conseguem conquistar
as mulheres devido às suas capacidades
de comunicação” (a chamada
“lábia”).
Mas
deixando de lado a questão da beleza
física, há outros valores que
não devem ser descorados: a higiene oral,
por exemplo. Joana M., de 20 anos, é
estudante de Psicologia em Coimbra e afirma
lavar “sempre os dentes depois das refeições
e pelo menos uma vez por dia usar fio dental”.
Cuidados simples que fazem a diferença,
aos quais deveriam juntar-se alguns cuidados
com a alimentação. Assim, os especialistas
avisam que o abuso de alimentos açucarados
deteriora os dentes e o café, chá,
vinho, tabaco e alimentos muito pigmentados
destroem a sua brancura. Outra regra básica
é consultar regularmente o dentista.
Aqui Joana Mendes não é um bom
exemplo pois, segundo diz, “fiz uma limpeza
há um mês mas não ia ao
dentista desde os 14 anos”, confessa.
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